Afinal o carro de Santana Lopes nem seguro tinha! Como é que ficamos?

O acidente ocorreu pouco antes das 17h30, ao quilómetro 136 da A1 (no sentido norte-sul).

A autoestrada esteve cortada ao trânsito nos dois sentidos, entre as 18h30 e as 19h27, para o helicóptero aterrar e levantar. De acordo com o testemunho de Sande, era Santana Lopes que conduzia o carro e, explicou, “de repente, foi como se o tempo se tivesse suspendido e o carro saiu da estrada”.

“Aparentemente demos uma ou duas cambalhotas”, acrescentou, referindo que os ‘airbags’ “não dispararam”.

O automóvel Lexus envolvido no acidente com o líder do Aliança, Pedro Santana Lopes, e Paulo Sande, não tem seguro, segundo o serviço de verificação de matrícula disponibilizado pela Autoridade de Supervisão de Seguros (ASF). Contactada, fonte do Aliança esclareceu que a viatura de uso pessoal de Santana Lopes tem um contrato de renting e que portanto estará segurado.

Gabinete do líder do partido Aliança diz que o carro é alugado a uma empresa e rejeita responsabilidades. Caetano Auto cancelou o seguro em setembro de 2018 e afirma ter vendido o automóvel em maio.

A última apólice registada no serviço online da ASF – que permite a qualquer cidadão confirmar se um veículo tem seguro – foi feita pela Seguradoras Unidas e terminou dia 13 de setembro de 2018 às 23h59.

Na data do acidente o veiculo não tinha seguro.

Segundo o Decreto-Lei nº 291/2007, de 21 de agosto que está definido o Regime do Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel, mas com algumas alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 153/2008, de 6 de agosto, resultam da transposição para a lei nacional de um conjunto de diretivas europeias.

A responsabilidade civil é obrigatória
Para que um veículo possa circular, a pessoa que por ele seja civilmente responsável deve ter um seguro que garanta a reparação de danos corporais ou materiais causados a terceiros. Essa obrigatoriedade aplica-se a todos os veículos terrestres que exijam título específico para a sua condução.

De acordo com a lei portuguesa, circular sem seguro automóvel é uma contraordenação grave, pelo que o veículo é apreendido e o responsável multado. Pode mesmo ficar inibido de conduzir.

“O Seguro de Garagista ou o chamado Seguro de Carta é um Seguro Automóvel com características especiais, destinados aos profissionais do ramo automóvel (oficinais, stands, condutores profissionais). Visa facilitar o trabalho destes profissionais e, acima de tudo, poupar-lhes algum dinheiro, implicando condições particulares de acesso.
No fundo, este tipo de Seguro segura a carta de condução e não o veículo.
A existência do Seguro de Carta não implica que as viaturas conduzidas pelos profissionais do ramo automóvel não estejam seguradas. Todos os veículos precisam de ter um Seguro Automóvel de Responsabilidade Civil.

Nota:
Não há muito tempo, houve um caso polémico, envolvendo o possível uso indevido de um Seguro de Carta, no caso da morte do cantor Angélico Vieira. O ex-membro da banda Dzrt faleceu quando conduzia um carro que não tinha Seguro Obrigatório próprio, mas que, como era ainda propriedade de um stand automóvel, estaria abrangido por um Seguro de Garagista. Contudo, só os funcionários do stand poderiam conduzir o veículo, fazendo uso desse Seguro.”

Afinal de quem é a responsabilidade?

E nós portugueses de segunda também podemos andar por aí sem seguro?

Se roubares num supermercado comida és ladrão e és preso, mas a elite se roubar milhões aos portugueses recebem uma palmadinha nas costas.

Só por curiosidade…
Era bom saber o resultado do exame de alcoolémia efectuado, obrigatoriamente, ao Santana Lopes… e até de substâncias psicotrópicas…
Dele próprio, e de quem autorizou a utilização do helicóptero!…
Já que o carro 66-UU-33, segundo a ASF, nem seguro válido tem, à data/hora do acidente!…
E Paulo Sande afirmou que iam em excesso de velocidade!

Quanto ao helicóptero, isto é mesmo um Portugal dos Pequeninos!!!
“SANTANA LOPES TRANSPORTADO DE HELICÓPTERO PARA OS HUC
NOTE-SE…FERIDO LIGEIRO…

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