Técnicos de socorro questionam o uso de um helicóptero no caso de Santana Lopes e falam em discriminação para com os restantes Portugueses

A Associação de Proteção e Socorro (APROSOC) criticou esta quinta-feira o INEM por ter transportado Santana Lopes para o hospital de Coimbra de helicóptero, depois de o líder do Aliança ter sofrido um acidente de carro. Os técnicos de socorro dizem que o uso do helitransporte para Santana foi “discriminatório”, uma vez que o INEM não disponibiliza o mesmo tipo de assistência para vítimas que todos os anos sofrem acidentes semelhantes.

Num comunicado emitido através do Facebook, a APROSOC refere que “não se revê minimamente nos critérios de decisão de helitransporte da vítima em causa, por entender serem discriminatórios de inúmeras outras vítimas que todos os anos sofrem semelhantes acidentes e apresentam semelhantes queixas, e a quem o sistema não disponibiliza o mesmo tipo de assistência”.

A reação da APROSOC surge depois de o INEM ter sido bastante criticado no Facebook pelo uso do helicóptero para o transporte do ex-primeiro-ministro. Os internautas acusam o serviço de emergência de privilegiar Santana e questionam se o recurso ao helicóptero era realmente necessário, uma vez que o político apenas apresentava ferimentos ligeiros.

No Facebook do INEM, há quem pergunte, por exemplo, “quando foi a última vez que houve um helitransporte da A1, a menos de 20 km de um hospital central” e considere que “houve sim uma diferenciação tendo em conta quem era o ferido, e não o podem negar”. Há ainda utilizadores do Facebook que pedem a divulgação do áudio da chamada de auxílio relativa ao acidente.

A Associação de Proteção e Socorro alega que o INEM privilegiou Santana. Técnicos dizem que vítimas semelhantes não têm direito a helicóptero. Reação surge depois de críticas ao INEM.

Em contrapartida…ontem…

Jovem morreu em despiste na Lousã
Uma jovem de 24 anos morreu, esta madrugada, na sequência do despiste de um veículo ligeiro que ocorreu ontem, cerca das 22h00, junto ao Miradouro da
Tarrasteira, na Estrada das Hortas, na Lousã.
Sara Ferreira, natural da Guarda, mas residente em Coimbra, onde estudava e trabalhava, acabou por não resistir à gravidade dos ferimentos.
A vítima «entrou em paragem cardiorrespiratória» no local. Os esforços das equipas de socorro, onde se incluiu a VMER de Coimbra, conseguiram fazer com que «a paragem fosse revertida», tendo a vítima sido transportada de ambulância 50 km para as urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde acabaria por falecer.”

NOTE-SE…TRANSPORTADA DE AMBULÂNCIA POR 50KM!

Se tivesse os mesmos privilégios que Santana Lopes teve para 20 Km, se calhar teria sobrevivido
Infelizmente são milhares os casos de pessoas que morrem por falta de recursos perto de casa ou de transporte rápido.

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